Turismo e aluguel de temporada: o efeito nas cidades em 2026
O turismo em alta pressiona o aluguel de temporada nas cidades brasileiras. Entenda como o fenômeno afeta preços, disponibilidade e o mercado local em 2026.

Mercado imobiliário
Imóveis com certificação ESG e construção sustentável têm maior demanda e menor vacância no aluguel. Entenda o que o mercado está exigindo e o que é marketing vazio.
"Sustentável" virou o adjetivo mais usado — e mais esvaziado — do mercado imobiliário. Todo lançamento tem jardim no terraço e alguma alusão ao ESG. Mas o que, na prática, um imóvel sustentável entrega de diferente para quem aluga ou para quem investe? A resposta é mais concreta do que parece.
ESG (Environmental, Social and Governance — ambiental, social e governança) é um conjunto de critérios que avalia como uma empresa ou ativo se comporta em três dimensões. Aplicado ao mercado imobiliário, o componente mais visível é o "E" — redução de impacto ambiental na construção e operação.
Os elementos concretos incluem:
Na conta do mês. Um imóvel certificado com eficiência energética alta pode reduzir a conta de luz em 20% a 40% nas áreas comuns — o que se traduz em condomínio menor. Gestão de água eficiente reduz a conta de água. Isso é dinheiro real, não greenwashing.
Além disso, imóveis com melhor desempenho térmico (isolamento adequado, ventilação cruzada) são mais confortáveis e consomem menos energia com ar-condicionado — o que, em SP e BH com verões cada vez mais quentes, tem valor crescente.

Sem inventar estatística: levantamentos internacionais de fundos imobiliários (REIT) mostram que imóveis com certificação LEED têm vacância consistentemente menor e aluguéis entre 3% e 10% mais altos que equivalentes sem certificação no mesmo mercado. No Brasil, a base de dados comparativa ainda é pequena, mas a direção é a mesma em empreendimentos de SP e BH com 5 anos ou mais de operação.
Por quê? Empresas com metas ESG corporativas preferem imóveis certificados para seus funcionários em relocation ou hospedagem corporativa. Inquilinos da geração millennial e Z, que formam o grosso dos locatários de 25 a 40 anos, valorizam o atributo de forma crescente. E certificação reduz custos operacionais — o que melhora a matemática para o proprietário.
Muita coisa vendida como "sustentável" não tem certificação de terceiro. Telhado verde, jardim vertical e madeira de demolição decorativa são bonitos, mas não necessariamente reduzem consumo de energia. Pergunte:
Sem resposta concreta, é estética, não sustentabilidade funcional.
O mercado de aluguel corporativo e de curta duração está migrando para imóveis com credenciais ESG. Empresas com política de sustentabilidade corporativa preferem hospedar funcionários em viagem corporativa em imóveis alinhados com seus critérios. Isso cria um segmento de demanda qualificada e menos sensível a preço.
Para quem quer posicionar um imóvel no mercado de hospedagem corporativa e rentabilização profissional, a certificação ou ao menos o desempenho verificável em energia e água é diferencial real. Veja também como as tendências de smart home se conectam com a eficiência operacional em tecnologia no aluguel.
| Certificação | Origem | Foco principal | Reconhecimento no mercado BR | |---|---|---|---| | LEED | EUA (USGBC) | Energia, água, materiais, inovação | Alto (corporativo e FIIs) | | AQUA-HQE | França (Cerqual) | Qualidade ambiental integral | Médio (incorporadoras) | | EDGE | Banco Mundial | Eficiência energética e hídrica | Crescendo (mercado de habitação) | | Procel Edifica | Brasil (Eletrobras) | Eficiência energética | Médio (mercado residencial) |
Em geral sim, especialmente no segmento corporativo e em imóveis com certificação reconhecida. A diferença costuma ficar entre 3% e 10% acima de equivalentes sem certificação no mesmo bairro. O diferencial maior está em menor vacância do que necessariamente em aluguel mais alto.
LEED (americana, mais usada em edifícios corporativos), AQUA-HQE (francesa, forte em incorporações residenciais), EDGE (Banco Mundial, foco em habitação) e Procel Edifica (brasileiro, eficiência energética). LEED tem maior reconhecimento no mercado de investidores institucionais.
Depende da escala. Para uma unidade isolada, o custo de certificação raramente se paga. Para um edifício inteiro ou para fins de atração de inquilinos corporativos, sim. Medidas de eficiência (iluminação LED, automação, torneiras com aerador) têm payback rápido mesmo sem certificação formal.
Não necessariamente. Jardim vertical, telhado verde e elementos estéticos de design biofílico não certificam eficiência energética ou hídrica. Sustentabilidade funcional é medida em consumo verificável. Pergunte pela certificação ou pelos indicadores de desempenho antes de considerar o atributo como diferencial.
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